segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

LIDERANDO NA CRISE: UM MODELO PARA UMA LIDERANÇA EFICAZ

Hoje em dia, os líderes precisam estar visíveis, acessíveis e engajados. É muito comum a crise manter o líder atrás de portas fechadas. Ele se retira para sua sala, onde permanece atordoado por dados e tolhido por números, perdendo a conexão com seu pessoal.

Líderes confusos em geral acabam abandonando três princípios-chave da liderança em tempos de crise...

Mantenha-se engajado e lidere da linha de frente

Em tempos de crise, comunique-se constantemente com o seu pessoal. Fale a verdade. Lidere da trincheira, e não da retaguarda. Quanto mais tempo você passar na linha de frente, prevendo problemas, menos problemas vai ter para resolver...
nos dias que se seguiram ao 11 de setembro, o prefeito Rudy Giuliani percorreu as ruas, demonstrando visibilidade e acessibilidade enquanto consolava, encorajava, ouvia, planejava e liderava os esforços por limpeza e salvamento. Compareceu a mais de 100 funerais, fez reuniões diárias e se comunicou incessantemente;

Winston Churchill foi um modelo de engajamento na linha de frente quando se recusou a deixar Londres durante a blitzkrieg contra a cidade em 1940. Ele vivia em um bunker embaixo da terra e subia à superfície depois dos ataques para percorrer as ruas animando, consolando e anunciando a inevitável vitória;

em 2 de julho de 1864, quando o exército Confederado se aproximou do Forte Stevens, em Silver Spring, Maryland, em cerco a Washington, D.C., um oficial Unionista subiu à varanda do forte para estudar a situação, ficando sob o fogo dos atiradores. Este oficial – o Presidente Abraham Lincoln – tinha deixado a segurança da Casa Branca para se unir às tropas.

Muitos líderes, ao sentirem a crise, se enterram ainda mais em suas tocas. Desenvolvem uma mentalidade de bunker. Isolam-se em seus escritórios, tentando mudar os números, quando deveriam avançar e ajudar a mudar as pessoas – mudando, assim, os números.

Aponte para o panorama geral e comunique a visão

Em tempos de crise, o líder enfrenta fatos brutais, mas não perde a fé na capacidade de superação dele e de seu pessoal. Giuliani nunca minimizou as conseqüências do 11 de setembro, mas sempre deixou patente a confiança que tinha em ver o povo de Nova Iorque sair da situação mais forte que nunca. Churchill fez o mesmo ao repetir sua visão de vitória. A visão de Lincoln era clara: preservar a União.

Organizações voltadas para a visão sempre têm uma vantagem, mas, durante as crises, essa vantagem se torna maior ainda, já que todos têm um quadro geral de onde tiram inspiração para atravessar provações e retrocessos. Sem uma visão para manter o foco e a inspiração, as tarefas logo perdem o significado e você se vê sem motivação para continuar. 

Sobrecarregado pelas pressões dos problemas que se avizinham – sem perspectiva, significado ou direção –, você se rende à imobilidade e à inércia.

Procure opiniões justas e ponha a sua equipe em ação

Durante a crise, o líder precisa ter perto de si gente que ofereça aconselhamento, encare e diga a verdade, desafie, discuta sem pressionar, conduza reuniões sem fazer acusações e, tomada a decisão, se una em torno dela. Colin Powell disse: Durante uma discussão, ser leal significa dar a sua opinião, quer ache que eu vou gostar, quer não. Neste ponto, a discordância me estimula. Mas depois que a decisão é tomada, termina o debate. É então que ser leal significa me seguir e executar o que foi decidido.

Em tempos de crise, uma equipe de líderes com habilidades e talentos complementares consegue avançar com mais rapidez e eficiência. A formação de líderes capazes e leais paga altos dividendos. Seja pró-ativo e forme o seu dream team antes que a crise chegue. 

Tempos difíceis não criam líderes – simplesmente mostram o tipo de líder de que você dispõe.

AÇÃO: Aplique estes princípios à sua liderança.

Fonte
ANDERSON, Dave. Liderando na crise: Um modelo para uma liderança eficaz. [S.l.: s.n.].

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